Desenho e espaço tridimensional

Atividade teórico-prática.
Estratégias do desenho para a representação do tempo e do espaço no suporte do desenho. A partir do conceito de compressão do espaço-tempo de David Harvey (1989), os alunos são desafiados a representar tridimensionalmente as obras criadas no exercício anterior.

 

Do global ao local: temas transversais no desenho

Os temas transversais são tópicos socialmente relevantes, que podem ser explorados de diversas maneiras para refletirmos sobre questões importantes ou delicadas, tanto num contexto mais global quanto no local. Nesta série de trabalhos, os alunos do 10G tentaram abordar temas como o racismo, a liberdade de expressão, questões de género, ecologia e alterações climáticas, saúde e direitos dos animais.

O desenho procura criticar as relações que desvalorizam o contato humano baseadas apenas nas tecnologias.
desenho abstrato. Crítica à poluição em geral na atualidade. Este desenho representa um edifício a ocupar um espaço no mar onde não deveria estar. Este edíficio é uma símbologia da pegada ecológica.
Será que ainda existe racismo na nossa sociedade??
Até que ponto há liberdade de expressão?
As segundas-feiras de manhã mexem com o nosso humor. Neste desenho representa-se essa sensação através da relação dos traços e das expressões faciais e corporais.
O desenho critica a maneira como os artistas não tem liberdade total sendo limitados pelo o mundo do mercado
O desenho aborda a questão do sexismo e da xenofobia nos EUA, corporificada na imagem do presidente Donald Trump e Lisa Simpson (Simpsons).
Viagem pela infância. Viajamos no avião pelo mundo, passando por algumas personagens da nossa infância. O mundo está a preto e branco e as personagens a cores com o objetivo de representar que quando somos pequenos somos inocentes e temos uma visão genuína e viva do que nos rodeia.

Desenho como remix no 10º ano

Os alunos recorreram a obras conhecidas para criar novas ideias expressas pelo desenho

Referências: Autorretrato de VangGogh, a onda de Hokusai e o logo do Naruto
Referências: anime, mapa do mundo, Alvin
Referências: Hello Kitty, Up e urso
Referências: Terrorismo, pensamentos livres.
REFERÊNCIAS: influencias de três grandes estados
Referências: Mary Poppins e redes sociais
Referências: Ché Guevara, Teletubbies e Friends
Referências: Futebol e Euro
Referência: a junção do homem com a tecnologia traz desgraça
Referência: Estátua de Gil Vicente e George o macaco
Referências: imagens diversas pesquisadas na busca do Google
Referências: imagens diversas pesquisadas – Carrossel, mala e relógio
Referências: imagens do Google
Referências: Imagens do Google

Cultura do Remix e intertextualidade

O que é o remix?

Seja por meio de texto ou imagens, o remix é colagem. A remixagem é criada pela combinação de elementos da cultura de massa, modificando o significado criado pelas obras de referências para criar algo novo.

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Figura 1 – ObraS remixadaS pelo artista britânico Banksy

Na linguística, o remix de textos é denominado como “intertextualidade”. A intertextualidade corresponde à noção estruturalista de que todas as percepções e concepções da realidade são moldadas por vários códigos culturais, e que quaisquer obras ou versões da realidade são, basicamente, reciclagens de outras histórias já existentes.

Mas por que o remix é algo importante? O que está por trás da reciclagem de obras? O que a sociedade ganha com isso?

Segundo Lessig, há duas mais valias produzidas pelo remix, ao menos para a população em geral: o valor comunitário e o valor educativo.

1 – Valor Comunitário

O remix acontece dentro de comunidades de remixes. Na era digital, essas comunidades podem espalhar-se ao redor do mundo, com seus membros criando conteúdos remixados uns para os outros. Os jovens compartilham aquilo o que eles criam, como por exemplo os memes de humor baseados em celebridades: o valor está na ação de mostrar-se, mesmo quando o conteúdo produzido talvez não seja assim tão valioso.

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O objetivo dos criadores de memes pode ser, em parte, aprender a criar montagens. Talvez exibir suas qualidades enquanto criadores de argumentos de humor visual. Criar um remix visual realmente engraçado exige muita perspicácia e criatividade, para além de conhecimentos da cultura de onde se extraem as imagens apropriadas.

2 – Valor Educativo

A prática do remix visual e textual pode ser, segundo Lessig, uma maneira de impulsionar a aprendizagem baseada nos interesses dos alunos. Quando os jovens recorrem a elementos culturais que os apaixonam para construir narrativas educativas, eles tendem a aprender mais e de maneira mais eficaz. Na obra “Free Culture”, Lessig demonstrou como alunos, antes apáticos, passaram a dedicar-se de forma apaixonada ao trabalho de edição de vídeos remixados sobre suas vidas. Os professores, da mesma forma, podem motivar-se ao remixar conteúdos de media para ensinar.

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Isso não quer dizer, entretanto, que o simples ato de criar remixes seja algo sempre bom. Existem bons e maus remixes, da mesma maneira como existe a boa e a má escrita. Mas da mesma maneira que escrever mal não é um argumento contra a escrita, o mau remix não será um argumento contra a arte de remixar conteúdos de media. Pelo contrário, em ambos os casos, trabalhos de má qualidade justificam uma melhor educação.

Referências:

Lessig, Lawrence (2009). Remix – Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy. London: Penguin (pp. 76-81)

Canepari, Michela (2011). An Introduction to Discourse. Milan: Educatt (pp. 134-155)

O mocumentário e a diferença entre “sátira” e “pós-verdade” nos conteúdos de media.

Há uns meses, eu estava explorando algum conteúdo interessante para assistir enquanto preparava o jantar. Deparei-me com um documentário que me pareceu interessante, era algo sobre a história do cinema, no título dizia “la verdadera historia del cine”. Adoro documentários sobre história, então assisti o filme inteiro enquanto preparava um chili con carne. O documentário era bastante bem produzido, contendo diversas e interessantes entrevistas com especialistas que restauraram imagens históricas em películas antigas encontradas. Nestas descobertas, revelou-se a vida e a obra de um pioneiro do cinema neozelandês.

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Quando Rob, meu companheiro, chegou em casa, contei-lhe a história durante o jantar, afirmando que eu havia aprendido com o documentário que a Nova Zelândia, de fato, era a terra onde o cinema em cores nasceu. Ele desconfiou e falou que provavelmente se tratava de um documentário falso. Eu nem sequer suspeitei dessa hipótese durante minha aventura cine-culinária. Que ingenuidade! Assisti ao filme, uma obra construída a partir de um linguajar jornalístico típico dos filmes não ficcionais, sem me aperceber de que se tratava de um mocumentário.

O mocumentário é um género de cinema que teve muito sucesso nos países anglófonos nas décadas de 80 e 90. Na realidade lusófona, não produzimos nada deste género que tenha chegado ao mainstream. Pesquisei o termo “mocumentário” tanto na Wikipedia quanto em um livro disponível no Google Books, e encontrei a obra “Mockumentary: A Call to Play“, de Craig Hight. Para esse autor, o mocumentário é uma espécie de jogo entre quem cria o filme e quem o assiste. Trata-se de uma sátira justamente ao linguajar jornalístico. Faz parte do jogo dos mocumentários, segundo o livro, que aconteçam níveis distintos de suspensão da crença: há pessoas que acreditam completamente no filme, sem perceber a sátira; outras percebem uma paródia ao jornalismo e uma crítica a algum acontecimento real; e outras ainda encaram essas obras como comédias desconectadas da realidade.

Apesar de não ter sido muito frutífero nos media tradicionais no mundo lusófono, lembro-me que o jogo mocumental fez muito sucesso logo nos primeiros tempos do Youtube. O filme “Tapa na Pantera”, por exemplo, criou um jogo bastante interessante entre realidade e ficção. Muita gente pensou (e ainda pensa hoje em dia) que Maria Alice estava realmente fumando canábis durante uma entrevista real.

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O mocumentário é, portanto, uma mentira deliberadamente travestida de verdade. Uma narrativa inventada que recorre aos recursos de linguagem normalmente tomados como verdade, como o depoimento de peritos, o modelo de entrevista e a formalidade dos jornalistas. Mas seria, por isso mesmo, o mocumentário um exemplo de fake news, enquadrando-se no que hoje chamamos de pós-verdade? A resposta é não. Tenho inclusive percebido a linguagem mocumental, ao contrário, como uma forma de resistência ao fake news e ao universo da pós-verdade.

Para verificar esta minha tese, vamos comparar duas Páginas semelhantes, porém opostas, no Facebook. A primeira chama-se “Jovem conservador de Direita”; e a segunda, “Garota conservadora”. O jovem de direita é, de fato, um personagem fictício que recorre a uma linguagem típica dos conservadores portugueses para o satirizar: utilização exagerada do título de “doutor” para designar políticos e pensadores conservadores, além de reproduzir estereótipos em forma de ironia, como o meme “comunista de iphone”.

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A garota conservadora, por outro lado, é uma página que trata dos mesmos temas, porém agora sem a intenção crítica e humorística, mas de expressão de uma visão realmente conservadora. Num primeiro olhar, ambas as páginas parecem idênticas. Ambas utilizam linguagem que, de um ponto de vista mais à esquerda, digamos assim, parecem absurdas, como a defesa da submissão da mulher diante de um “homem de Deus”, as vantagens da liberação geral das armas de fogo, a criminalização do aborto. Há ainda, uma narrativa contra o feminismo que, se não fosse real, seria caricata em uma página mantida por uma suposta garota conservadora.

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Percebendo a semelhança formal de ambas as páginas, como poderíamos perceber que uma é satírica e outra não? Por que a primeira seria mocumental, uma herança da tradição crítica e satírica do mocumentário, e a segunda simplesmente pós-verdade e mentira? Qual a diferença, de fato, entre as duas páginas?

Há diversos elementos diferenciadores que podem ser mapeados em ambas as páginas, tanto em nível de linguagem dos conteúdos quanto de interação com o público. Num cenário de educação para os media, seria interessante criarmos este paralelo entre arte e pós-verdade, colocando lado a lado os conteúdos baseados na mentira criativa e crítica, como os da primeira página, e aqueles puramente manipulativos. Podemos até construir um caminho histórico com conteúdos mocumentais conhecidos do grande público, como a “Bruxa de Blair”, os documentários sobre alienígenas do Discovery Channel e alguns vídeos do Youtube como “Tapa na Pantera”.

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Depois, poderíamos localizar a construção de discursos manipuladores, como a construção da Exposição do Mundo Português” de 1940, obra do secretário da propaganda da ditadura, António Ferro. Podemos encontrar, também, diversos discursos de pós-verdade nas redes sociais, como os diversos memes da campanha presidencial de Donald Trump nos Estados Unidos ou, mais recentemente de Bolsonaro no Brasil.

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Por fim, a lição que aprendi através da minha experiência com o mocumentário: um olhar distraído, como o meu diante do filme sobre a suposta história do cinema, num momento quotidiano de cozinhar, levou-me a um engano produzido pela imagem e pela linguagem do audiovisual. Isso porque a arte é um meio potencialmente (e predominantemente) mentiroso. A imagem é um jogo que nos ilude sempre: ela parece real, mas é na verdade imitação de alguma outra coisa que não está ali. Temos é que questionar sempre a imagem, localizar suas bases e refletir sobre seu poder de narrativa.

Referências:

Hight, C. (2008) Mockumentary: A Call to Play, in Thomas Austin and Wilma de Jong (ed.), Rethinking Documentary: New Perspectives, New Practices. Berkshire: Open University Press.

Forgotten Silver, de Costa Botes e Peter Jackson (1997): www.imdb.com/title/tt0116344

Tapa na Pantera, de Esmir Filho (2006): https://youtu.be/6rMloiFmSbw

 

O que é o projeto [EVMS]

 

Investigo, no âmbito do meu projeto doutoral, modos de expressão visual utilizados nos media sociais, tendo como foco os conteúdos digitais remixados conhecidos como memes, observando suas potencialidades enquanto linguagem capaz de promover o empoderamento político e cultural de diversos atores nas redes sociais. O objetivo da investigação tem sido construir uma proposta curricular para o ensino de artes com os media sociais, fundamentando-se nos estudos da cultura visual e dos media, no sentido de descobrir quais seriam as competências relevantes e urgentes para o empoderamento visual e mediático em nosso contexto educativo.

A partir de uma abordagem metodológica baseada na investigação-ação e na etnografia para a internet, construímos um plano de trabalhos teórico/prático no qual propusemos uma série de ações em escolas cooperantes, a fim de discutir e experimentar com os atores no terreno diferentes respostas a essa questão. Com base nos diálogos e resultados obtidos nas ações, concebeu-se a proposta curricular que denominamos como Educação Visual em Media Social [EVMS], atendendo demandas que verificamos como urgentes e relevantes às áreas curriculares de educação visual, ensino da multimédia e educação para os media.

O que é Empoderamento Visual?

O termo “empoderamento”, transcrição portuguesa para o conceito de empowerment, vem sendo amplamente utilizado atualmente nas redes sociais brasileiras e portuguesas, podendo já se dizer que ele pertence à categoria de “meme”. O recurso ao empoderamento surge quotidianamente em batalhas simbólicas de diversos grupos sociais, como os feministas, os de comunidades negras, de LGBTX, imigrantes.

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A partir dessa proliferação de entendimentos e usos do empoderamento, eu proponho um exercício de transposição do conceito para o nosso campo, a Educação da Cultura Visual, tendo em vista que o poder visual é um tema que considero bastante importante de ser trabalhado em artes na sala de aula. Lanço as seguintes perguntas, então: “o que seria o empoderamento visual”? e ainda, “para que serviria empoderar-se visualmente?

A Pedagogia do Empoderamento

No campo de estudos da pedagogia crítica, o conceito de “pedagogia do empoderamento” foi cunhado por Roger Simon e Henry Giroux na década de 1980, definido nos seguintes termos:

“Empoderamento literalmente significa habilitar, permitir ou possibilitar. Quando ouvimos a palavra empoderamento utilizada em educação, geralmente ela é empregada no sentido de crítica. Refere-se à identificação de uma relações de opressão e injustiça, que resulta numa limitação localizada nos sentimentos, pensamentos e ações humanas. Essa limitação é vista como algo que constrange a pessoa da oportunidade de participar em equidade de termos com outros membros de um grupo ou comunidade, os quais são socialmente identificados pelo status de “privilegiados” ou “competentes” (Simon, 1987: 374)

A partir dessa definição, Simon defende que a pedagogia do empoderamento deva desenrolar-se em duas dimensões: primeiro, no campo curricular, sendo o currículo um recorte da realidade, um discurso construído politicamente, que pode ser lido e re-escrito a partir de múltiplas vozes; e segundo, localizando as razões para o empoderamento. Neste sentido, o professor não será o indivíduo que dará o poder aos alunos, mas sim um elemento desestabilizador, desconstrutor e desnaturalizador dos discursos de poder presentes nos currículos e no contexto social escolar como um todo, possibilitando descobertas de novas formas de poder e libertação entre seus alunos.

Poder e empoderamento na cultura visual

A arte molda o mundo, sendo o seu poder visual utilizado por imperadores, capitalistas e governantes pra subjugar e controlar seus súditos há milhares de anos. Seu poder se justifica, como nos diz Nigel Spevey (2005), principalmente por seu alcance imediato e quotidiano: a impressão das imagens dos rostos do Imperador grego Alexandre O Grande, do caudilho espanhol Francisco Franco e da monarca britânica Elizabeth II nas moedas que circularam em seus reinos e impérios, por exemplo, geraram (e ainda têm gerado) familiaridade pública dessas figuras de poder em diferentes épocas e contextos.

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O rosto dos poderosos nas moedas é um lembrete diário de quem está no comando, de quem tem poder.  Essas e muitas outras estratégias visuais de poder surtem efeito público porque, de acordo com Spevey, as imagens possuem uma faceta misteriosa e mágica: a capacidade de descrever, reter e conectar passado e futuro por meio da aparência. Justamente é essa perceção quase instantânea de signos familiares que faz com que a leitura dos discursos visuais pareça uma coisa natural, não uma construção cultural.

Há uma ligação entre os modos como a arte e os media podem imprimir ideologias dominantes, normalmente por meio da centralização da produção e distribuição visual por quem detêm poder. Há a possibilidade, contudo, do surgimento de discursos visuais alternativos, onde grupos marginais subverteriam a ordem normal de poder visual. É o caso de movimentos como o culture Jamming, nos Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo.

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O culture jamming (Dery, 2010) é um excelente exemplo de empoderamento visual. Trata-se de uma prática de remix visual que desconstrói  as narrativas dominantes dos media. Na imagem acima, por exemplo, o artista Banksy critica o consumismo e a publicidade infantil, classificando essas práticas como violentas, relacionando figuras conhecidas da cultura infantil norte-americana à imagem de Napalm Girl, famosa fotografia da guerra do Vietnam. Há, portanto, uma reação visual, um empoderamento: Banksy percebe-se com o poder de apropriar-se dos signos visuais de consumo, dominantes, transformá-los e republicá-los na forma de arte urbana (graffiti).

A partir deste entendimento de poder visual e mediático baseado na luta simbólica entre discursos dominantes, subordinados e opositores (Hall, 1980), penso no empoderamento mediático e visual como modos de apropriação e transformação performativa das linguagens dos media e das artes visuais. Os media sociais representam, neste cenário, uma possibilidade concreta de descentralização do poder, uma vez que a figura do editor, enquanto sujeito, é suprimida, com conteúdos produzidos e distribuídos pelos próprios consumidores/usuários que constroem suas redes sociais.

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Nos exemplos acima, extraídos de páginas do Facebook portuguesas, há uma reinterpretação de notícias a partir do remix visual. Os criadores dos memes sentiram-se, de alguma maneiras, afetados pelos discursos do mainstream dos jornais portugueses, e expressaram sua crítica por meio da re-criação visual e do compartilhamento/participação em redes sociais com essas obras. As redes sociais parecem estar possibilitando, pelo menos de forma latente, a amplificação da multiplicidade de vozes.

Percebo, entretanto, que não basta o simples acesso às ferramentas de criação e compartilhamento de memes para que haja qualquer empoderamento. Fazer memes e remixes visuais pode ser, como em qualquer outra forma de produção de discurso, uma maneira de reafirmar estereótipos sociais, fora do que consideramos “crítica”. Os empoderamentos visual e mediático que defendo dependem de uma apropriação crítica dos meios de produção visual, algo possível através da articulação de competências visuais e mediáticas contextualmente situadas, as quais busco descobrir e mapear em nossa proposta curricular no projeto de investigação EVMS (meu projeto de doutoramento).

 

Referências

Dery, M. (1993).‘Culture Jamming: Hacking, Slashing, and Sniping in the Empire of Signs’. 

Hall, S. (1980). Encoding/decoding. Culture, media, language, 128-138. Retrieved from: http://www.hu.mtu.edu/~jdslack/readings/CSReadings/Hall_Encoding-n-Decoding.pdf

Simon, R. (1987). Empowerment as a Pedagogy of Possibility. Language Arts, 64(4), 370-382. Retrieved from http://www.jstor.org/stable/41961618

Spevey, N. (2005) How Art Made The World – A journey to the origins of Human Creativity. N. York: Basic Books